Soneto de Frankfurt
(da máquina de fazer (des)cultura)
Para Messiluce Hansen
Sou capitão de uma industria cultural
Tenho por arte o capricho e o contorno
E vá de reto com o dantesco madrigal
Com acidez de Horkheimer e Adorno
Venho aos teus pés, de alma estereotipada
Trazendo a essência longe de ser arquetípica
Pois me cansei desta rotina alienada
Eu, denegrido por uma teoria crítica
Sentado a sala, eu mal decodifiquei
O apelo frívolo de um pobre indigente
Expondo o nu de uma sociedade sádica
Qual o quê?! Estava a porta e eu nem notei:
Lá está meu id sob o efeito latente
Em frente à caixa que dispara a bala mágica
locopepart @ 01:37

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